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Love and Other Disasters

Love and Other Disasters

Coisas que só acontecem no metro

Ia eu ontem com o meu irmão, no metro para ver o The Hobbit, numa daquelas nossas conversas que tanto irritam os meus pais.

Ele vira-se para mim e diz: Ali naquela estação está escrita uma frase em que dizem «tão somente»

Eu: E...?

Ele: Nem sei o que isso quer dizer, é um bocado complicado, não?

Eu: Quer dizer "apenas".

Ele: Então porque raio não escrevem só "apenas"? É mais fácil para as pessoas perceberem...

Eu: Porque aquilo é uma frase de um autor, não podem mudar.

Ele: Mas é de um autor português?

Eu: Sim...

Ele: Mas porquê é que o autor não usa "apenas", era muito mais fácil. Que mania de complicar.

Eu: Espera-se que os autores utilizem um vocabulário que passe o básico..

 

E lá continuávamos nós nesta conversa da treta, com o meu irmão a insistir no "apenas" e a parecer um miúdo na idade dos "porquês", quando reparo que o rapaz à nossa frente está a rir e já não consegue mesmo disfarçar. Logo, eu parti-me também a rir. O meu irmão aí percebeu que estava claramente a ser gozado por um rapaz que não conhecia de lado nenhum e ficou um bocado embaraçado.

Resultado?

Passou o resto da noite a dizer-me "Vai lá buscar o teu amigo do metro para se rirem mais um bocadinho de mim, isso teve piada".

 

A carta que o centro de (des)emprego mais gosta de enviar

"Na sequência da sua inscrição para emprego, informamos que ainda não nos foi possível satisfazer o seu pedido de emprego. Se continuar interessado, queira devolver-nos este postal devidamente preenchido, no prazo de 10 dias a contar da data do correio. Se não responder procederemos à anulação da sua inscrição."

 

Recebo isto de 3 em 3 meses, sem excepção. Foi até agora o único contacto que o centro de emprego teve comigo em quase um ano. Parece-me útil, sim senhora.

bolo de pudim

Tinha tudo para ser o máximo. Adoro bolo, adoro pudim e adoro caramelo portanto nada melhor de uma sobremesa que junta as três, certo?

Ainda não tenho a certeza, só amanhã me poderei pronunciar sobre o sabor mas posso sem dúvida contar tudo o que correu mal.

Começou por não termos uma forma suficientemente grande para a quantidade de massa, tivemos que dividir por duas (afinal até foi uma coisa boa mas lá chegaremos).

Depois, era suposto, o bolo ser uma camada e o pudim outra, pelo menos era o que a imagem mostrava mas as instruções da receita não permitiam tal coisa. Pus a camada do bolo e a receita dizia para de seguida pôr a do pudim, logo misturam-se como se nunca tivessem estado separadas anteriormente.

Foi ao formo, uma hora em banho-maria como a receita dizia, tirei porque parecia estar pronto quando viro... txanam... complemente liquido no meio.

Bem, pensei eu, ainda bem que há uma segunda forma. Repete o processo, vai ao formo, deixo estar mais que uma hora e lá acaba por não ficar tão mau como o primeiro, afinal está cozido.

O aspecto não é a coisa mais bonita que existe no mundo mas sempre ouvi dizer que não se deve julgar um livro pela capa.

A verdade verdadinha é que amanhã vou servir esta beleza como sobremesa ao almoço, vai ser a risota quando o pessoal provar a coisa. Isto se houver alguém suficientemente corajoso para tal.

Passos Coelho & King Joffrey

A propósito das notícias de hoje do Passos Coelho ter sido vaiado em Gouveia, a minha cabeça viajou logo até uma das cenas do "A Clash of Kings" (Game of Thrones II), em que o estúpido do King Joffrey vai pôr a irmã no barco e acaba rodeado por uma data de cidadãos que o atacam e chamam todos os nomes que ele merece.

 

Depois comecei a pensar e concluí que o Passos Coelho e o King Joffrey têm mais semelhanças do que seria aconselhável (para o bem de qualquer um deles).