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Love and Other Disasters

Love and Other Disasters

E assim foi Paris

Mais de um mês depois de ter voltado de Paris resolvi finalmente escrever sobre a viagem. A vontade não é muita, escrever aborrece-me mas vou tentar compensar a falta de escrita com fotos.

Voltar a uma cidade é completamente diferente de visitá-la pela primeira vez. Esta foi a minha segunda ida a Paris, a primeira tinha sido em 2003 com os pais e o mano. Nove anos depois regresso à capital francesa com a melhor amiga, para celebrarmos os anos dela. Quando voltamos a uma cidade queremos revisitar tudo o que gostámos anteriormente e compensar tudo o que não conseguimos ver na viagem anterior. Assim, numa habitual viagem super planeada, com tudo o que gostaria de (re)ver, eis que não fizemos tudo o que estava nos planos mas uma coisa é certa, aproveitámos bem. Divertimo-nos imenso.

No primeiro dia, apanhámos o primeiro voo da Airfrance (06h00) o que nos permitiu para aproveitarmos grande parte do dia. O hostel onde ficámos era próximo da Sacré Coeur portanto essa foi o nosso primeiro destino.

 

 

 

 

 

 
Saindo da Sacré Coeur resolvemos caminhar ao acaso, andar pela zona, entramos numa grande avenida no centro de Paris e só vemos sex-shops por todo o lado. Literalmente todas as lojas são de artigos relacionados com sexo, ficamos "WTF is going on?!" e eis que damos de caras com o Moulin Rouge.

 

 
 
 
Ainda fomos até Saint-Lazare mas podres como estávamos acabámos por voltar para o hostel cedo. Para o dia seguinte tínhamos grandes planos, uma grande lista de museus a visitar. Pelo mapa percebi que estávamos um bocado longe do centro mas resolvemos ir a pé na mesma, para apreciarmos mais Paris, eis que o problema é que andámos durante quase 2h para chegarmos ao centro (ao pé dos museus). Isto é o que dá os mapas fantásticos que dão aos turistas não terem escala, uma pessoa não tem uma noção real das distâncias.
 
 
A primeira paragem foi ao Centre Georges Pompidou onde para nossa felicidade estava uma fila desgraçada só para entrar para comprar os bilhetes, fila essa que se seguiu a outra para comprar os bilhetes e a outra que se seguiu para entrar na exposição do meu querido Dalí (só a espera para o Dalí foi de 1h30).
 
 
 
 
 
 
A manhã acabou por ser passada toda no Centre Georges Pompidou apenas para ver o Dalí, o colecção permanente acabou por ficar para essa noite. Depois de almoço seguimos para o Hôtel de Ville, onde estava uma exposição que parecia prometedora "Paris va pur Hollywood" mas que acabou por se revelar uma desilusão.
 
 
 
 
 
 
 
Entre o Hôtel de Ville e o Centro Georges Pompidou encontrámos uma pracinha, muito engraçada, meio escondida.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Antes de seguirmos para o Louvre ainda demos um pulinho ao Musée des Arts Décoratifs, para dar uma olhadela à parte que eles têm sobre publicidade. Seguimos então para o Louvre, onde tentámos ver um bocadinho de tudo o que ainda não tínhamos visto e revisitar a querida Mona Lisa. Já de noite e cansadas ainda arranjámos energias para voltar ao Pompidou e ver o museu, a colecção permanente.
 
 
 
 
 
No dia seguinte, sendo o dia de anos da melhor amiga, fomos visitar Versalhes e os seus fantásticos palácios, que são dignos de tantas histórias. No entanto, não foram os palácios que me impressionaram, mas sim, a beleza dos jardins. Com o frio que estava fiquei com vontade de ficar sentada a olhar, a admirar a beleza e a paz que aqueles jardins transmitem. Vale a pena a Versalhes, que fica a uns meros 30 minutos de Paris e para os quais há autocarros que nos deixam mesmo à porta do palácio.
 
 
 
 
 
Num almoço/lanche fomos a um café super acolhedor comer uns belos crepes e umas bebidas quentes. Passeámos no Sena de barco, vimos as vistas de Paris de outra perspectiva. É sempre uma experiência agradável o passeio de barco.
 
 
 
 
Saímos do barco junta à Tour Eiffel, que estava combinado irmos de noite, nessa noite. Antes ainda fomos visitar o Musée Quai Branly, que estava praticamente deserto (uma vez que eram 21h de Sábado), assim sendo quase as únicas visitantes ainda me dei ao luxo de dançar a música Round and Round dos Imagine Dragons em pleno museu, o que animou sem dúvida a noite das poucas pessoas que lá estavam e dos funcionários do museu.
 
 
Chegou finalmente a vista à Tour Eiffel e eis que a minha máquina fotográfica avaria e a da minha amiga fica sem bateria, assim ficámos apenas com estas duas fotos e nenhuma de nós na torre. Contudo, tivemos direito a assistir a um pedido de casamento e a sua celebração, bem lá no topo. Parece que não é só nos filmes que isto acontece.
 
 
 
Dia seguinte, novos museus para visitar e novos locais para passear. Começámos pelo Musée d'Orsay, que era um dos que eu não tinha tido oportunidade de visitar anteriormente e que passou a ser o meu museu favorito de Paris. Van Gogh, Manet, Monet, Renoir e tantos outros num só museu, é uma completa perdição. Não há escapatória para tanta beleza e arte junta.
 
 
 
 
 
Sendo eu fã de Canaletto e tendo descoberto que estava em Paris uma exposição dele arrastei a amiga para o Musée Maillol, era bem mais pequena do que eu estava à espera, acabei por ficar desiludida. Seguiu-se uma busca quase interminável por um museu que o guia dizia ser muito bom mas que parecia que ninguém em Paris alguma vez tinha ouvido falar. Andámos perdidas durante um bom bocado, tentando situar-nos pelo mapa que não tinha metade das ruas por onde passávamos. Por fim, encontrámos um casal mais velhinho que nos soube informar onde ficava o tal museu. Chegamos à pequena praça onde fica o museu e não dávamos com ele, até que de repente, num cantinho da praça está uma porta com a indicação do museu, aproximámo-nos e eis que está fechado para obras. Valeu a pena, sem dúvida, ter ido ao site deles para ver as informações de abertura e preços...
 
 
Depois da tentativa frustrada de visitarmos o tal museu, resolvemos seguir para a Notre Dame e passear nas margens do Sena.
 
 
 
 
 
A seguir ao almoço separámo-nos, a amiga quis ir ver uma praça que eu não tinha interesse e eu acabei por aproveitar para passear pelo fabuloso jardim que fica entre o Louvre e Place de la Concorde. Adorava que em Lisboa tivéssemos espaços assim para passear.
 
 
 
De novo juntas vamos passear para os Champs-Élysées, que não estavam nada iguais ao que eu me lembrava. Desta vez havia uma feira enorme que percorria toda a extensão dos Champs-Élysées. Eis que em plenos Champs-Élysées está um ringue de patinagem e lá vamos nós patinar, tinha que ser. Eu sem jeito nenhum, a amiga com um jeito do caraças. Enquanto lá estávamos deu direito a ouvirmos desde "Call me maybe" a música brasileira, francesa e até LMFAO. Aí fizemos a nossa única amiga durante a viagem, a pequena Sofia de 10 anos, emigrante em Paris. Um verdadeiro amor, tão fofinha que a rapariga era.
 
 
 
Saídas da patinagem, percorremos os Champs-Élysées até ao Arc de Triomphe.
 
 
 
 
 
Completamente podres resolvemos ainda subir ao Arc de Triomphe, onde eu vejo a informação à entrada que são 324 degraus até ao topo (mais ou menos isso, já não sei exactamente), "nada com que uma pessoa tenha que se preocupar porque vamos de elevador", pensa a Inês. Começamos a subir e elevador nem vê-lo e
e aí que a realidade se abate sobre mim, não existe a porcaria de um elevador para nos levar lá a cima. WTF?! Quanto mais vou subindo pela escada em caracol completamente enjoativa a minha cabeça não consegue abalar o pensamento que depois de chegar lá a cima ainda tenho mais 324 degraus para baixo. As minhas pernas tremem mais do que era suposto, estou exausta e nem quero acreditar que tenho que descer tudo aquilo e eis que o elevador dos deficientes se abre e o segurança pergunta se queremos boleia para baixo, santo homem, corri que nem uma louca para dentro do elevador.
 
O último dia em Paris foi também o único dia em que apanhámos chuva a sério. Esse dia tinha ficado reservado para ir ver a Tour Eiffel de dia e passear pelos jardins que a rodeiam, a coisa foi um bocado difícil por causa do mau tempo e acabou por ser encurtada, sem que antes ficássemos completamente encharcadas.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O resto do nosso tempo foi passado dentro da Fnac, livrarias, correios e supermercados. E assim acabou Paris.
Informações que podem interessar quem for visitar Paris brevemente: se tiverem menos de 25 anos e/ou forem estudantes universitários entram em quase todos os museus de borla. Por norma só se paga a entrada nas exposições temporárias.

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